sábado, 30 de março de 2013

Por que foi anulado o Acordo de Armistício? - Última parte

A decisão de anular o armistício foi um passo correto para erradicar os resquícios da Guerra Fria, conquistar a paz durável e a estabilidade na Península Coreana, contribuindo assim para a causa humanitária da paz. A aliança entre o Acordo de Armistício e as forças hostis pela guerra que seguiu existindo por décadas, desde o fim do confronto entre Ocidente e Oriente, são os últimos resquícios da Guerra Fria no mundo. Desde o cessar-fogo da Guerra da Coreia, os Estados Unidos obstruíram a reunificação da Coreia, colocando a região sob seu controle e agudizando as contradições e o confronto entre norte e sul, contrário ao Armistício que definia uma solução pacífica para a questão coreana.
 

Desde o fim da Guerra Fria, também, os EUA expandiram e fortaleceram suas alianças militares do período da Guerra Fria, sob o pretexto de que o estado de guerra seguia existindo sob o Acordo de Armistício. Desenvolveram as alianças militares EUA-Coreia do Sul e EUA-Japão numa aliança militaria triangular, desenvolveram também alianças militares que englobavam Austrália e outros países. Atualmente, os Estados Unidos também defendem um aprofundamento da “resolução sobre sanções” por parte do Conselho de Segurança da ONU, tendo em vista trazer ainda mais países satélites para a nova Guerra da Coreia do que na última guerra dos anos 1950.


Mais países seguem participando desses blocos, verdadeiras alianças militares, sob as mais diversas desculpas, para não dizer dos países e regiões que permanecem hostis à RPDC mesmo após o fim da Guerra da Coreia.

Sul-coreanos protestam contra as simulações de guerra anti-RPDC
Ao contrário destes países, a RPDC nunca participou de nenhum bloco militar, nem recebeu garantia de proteção militar de qualquer outro país sob o pretexto de “guarda chuva nuclear”. A RPDC é o único país do mundo que segue combatendo as forças aliadas imperialistas se apoiando nas próprias forças. Como resultado disto, um enorme e dinâmico desequilíbrio militar por criado na Península Coreana. As manobras anti-RPDC dos EUA e seus aliados seguem aumentando, como evidenciam as sanções e pressões feitas pela ONU, ao qualificar o lançamento de satélite da RPDC, um direito legítimo enquanto Estado soberano, como uma “provocação”. Esta situação revela de maneira saliente que os princípios elementares da igualdade e imparcialidade são letra morta, e o que permanece de fato é a lei da selva. Tal situação de desequilíbrio não pode ser removida enquanto siga existindo o Acordo de Armistício. Existe um limite para a capacidade das grandes potências de seguirem criando tensões e instabilidades na Península Coreana.

Não existe em lugar algum do mundo um campo de batalha como a Península Coreana, onde enormes forças estratégicas nucleares estão sendo implantadas em massa, e onde ações militares, incluindo manobras conjuntas de guerra, aconteçam quase todos os dias.

A paz na Península Coreana está ligada à paz mundial.

Uma nova Guerra da Coreia significará uma guerra regional e uma guerra mundial, que envolverá os maiores Estados da região Ásia-Pacífico. A paz mundial é, dessa maneira, impensável sem a paz na Península Coreana.

A existência de um frágil Acordo de Armistício não servirá em nada para garantir a paz na Península e no resto do mundo, mas sim para criar um ciclo vicioso de más relações entre os países da região, e frear o desenvolvimento das mesmas. Essa é a verdade provada pela história.

A constante fonte de guerra existe na região Ásia-Pacífico, o maior centro de atividades políticas, econômicas e militares a nível mundial não é a tendência do desenvolvimento dos tempos presentes, e não é benéfica para ninguém.

A anulação do Acordo de Armistício mostra mais uma vez a vontade de ferro da RPDC, que tem como tarefa básica defender a soberania para assegurar a paz na Península, e que fez todos os esforços possíveis para concretizar tal tarefa. A opção da RPDC tornou-se clara, agora que as manobras das forças hostis para atentar contra a soberania e a dignidade da Coreia chegaram a uma etapa perigosa.

O Exército e o povo da RPDC lançarão uma batalha decisiva pela reunificação nacional e a paz mundial, com o total conhecimento da nobre responsabilidade de proteger o destino do país e da nação, convictos da vitória final na ação nacional contra os EUA.
Guarda Vermelha Operário-Camponesa em prontidão para o combate
É princípio invariável do Exército e do povo da RPDC de contra-atacar o imperialismo ao estilo do Monte Paektu, de atacar o inimigo que possui uma faca com uma espada, de atacar o inimigo que possui um rifle com rajadas de artilharia, de rechaçar o inimigo de tanque com bombas atômicas.

Já se foram os dias em que as simples advertências verbais serviam para alguma coisa.

Se os norte-americanos ousarem provocar a RPDC, sem levar em conta todos os avisos de contra-medidas da RPDC, serão reduzidos a pó, caídos ante golpes de morte de retaliação.

Todo o Exército e o povo da RPDC realizarão completamente a soberania do país e da nação através da poderosa Ideia Songun, e deixarão marcadas para sempre na História a segunda derrota que a grande Coreia impôs às forças imperialistas.

Por que foi anulado o Acordo de Armistício? - Segunda parte

Compartilhamos com nossos leitores a segunda parte do artigo demonstrando as razões de a RPDC ter anulado o Acordo de Armistício.

A decisão de anular o Acordo de Armistício foi uma opção justa do Exército e do Povo da RPDC para por um fim aos atos hostis dos EUA contra através de ações armadas gerais.

EUA e Coreia do Sul realizam provocações militares conjuntas,
através do exércicio anual Foal Eagle
A política dos EUA para com a RPDC tem como objetivo derrubar seu sistema para assim eliminar a Coreia socialista da terra. O Acordo de Armistício era a alavanca principal através da qual os EUA executavam sua política hostil.

Os EUA abusavam do Acordo de Armistício levando a cabo sua estratégia anti-RPDC de manter constantes os confrontos e o estado de guerra na península coreana, tentando dessa maneira estrangular a RPDC pela força das armas. É provável que o mundo não saiba cada detalhe do quão grande foi a dor que o povo coreano sofreu por conta do estado de guerra imposto pelos EUA por mais de meio século.

O cessar-fogo na Península Coreana foi na verdade a continuação de uma guerra de maneira encoberta, sem que ela fosse declarada. Os EUA tentaram sabotar todos os grandes esforços da RPDC para construir o socialismo e melhorar o padrão de vida do povo por mais de meio século. Agravaram as tensões de maneira incessante na península coreana para bloquear o avanço da RPDC, que atualmente se encontra na linha de frente da luta pela independência e contra o imperialismo.

Essa situação levou a RPDC a destinar enormes recursos humanos e materiais para desenvolver suas forças armadas, ao invés de direcionar tais recursos para o desenvolvimento econômico e para a melhoria da vida das massas. Tudo isso fez com que o povo coreano, o melhor do mundo, apertasse seus cintos. A quantidade de danos humanos e materiais causados contra a RPDC, até o ano de 2005, totalizaram pelo menos 64,9 trilhões de dólares. Incontáveis danos mentais, políticos, morais e culturais foram causados pelos EUA contra o povo coreano através de suas persistentes manobras de guerra e ameaças de agressão em todas as etapas da construção socialista da RPDC, sem exceção.

Estados Unidos enviam para a Coreia do Sul o bombardeiro B-52,
capaz de transportar armas nucleares

O estado de cessar-fogo foi uma razão legal para o prolongamento da instabilidade da Península Coreana. Frequentes conflitos militares em Panmunjom e nas águas do Mar Oeste, incluindo o incidente da Ilha de Yonphyong, assim como outros incidentes que chocaram o mundo, não aconteceram por foça do acaso, mas por estarem diretamente relacionados ao mecanismo do cessar-fogo.

Os EUA fizeram com que a Coreia do sul preservasse a ilegal “linha de limite ao Norte”, abusando das limitações que o Acordo de Armistício possuía. Consequentemente, não passou sequer um dia sem que as cinco ilhas do Mar Oeste da Coreia permanecessem em paz. Tais áreas foram o epicentro dos conflitos, que mostravam claramente o perigo do Acordo de Armistício, e mostravam a possibilidade real de estourar uma nova Guerra da Coreia.  Tornou-se claro, através de fatos incontestáveis, que o Acordo de Armistício não poderia prevenir uma nova guerra na Península Coreana.

A soberania da Coreia e de sua nação não deve ser deixada para que outros a defendam.

Se a RPDC se deixasse curvar ante o Acordo de Armistício, e permanecesse passiva ante os atos hostis dos EUA contra a RPDC, que se tornaram intoleráveis em todos os aspectos, o povo coreano sofreria de novo todos os obstáculos, sofrimentos e tragédias que sofreu por mais de meio século.

Nenhuma grande potência esteve até agora feliz de ver a Coreia se tornar um só e próspero país.

Nos últimos dias, os EUA e seus aliados levaram a cabo suas manobras para impor sanções e pressões de guerra contra a RPDC por conta de seu lançamento de satélite e do teste nuclear subterrâneo. Tais atos estiveram em coerência com a política hegemonista das forças que estavam insatisfeitas com os esforços da RPDC de construir uma próspera potência reunificada. A conclusão que a RPDC tomou após ser exposta ao perigo de guerra por várias décadas é de que é impossível construir uma nação, uma vida estável e feliz, assim como a prosperidade nacional, enquanto o Acordo de Armistício se mantivesse intacto.

O ódio do povo coreano contra os EUA está no seu ápice, e a paciência da RPDC já passou dos limites.

É por isso que a RPDC tomou a importante decisão de acabar com a causa-raiz que atenta contra sua soberania nacional, contra a dignidade, a paz e a prosperidade, e expressou sua vontade de tomar contra-ações militares decisivas, incluindo o exercício de direito de montar ataques nucleares com precisão. Agora que os militaróides sul-coreanos, em conluio com os EUA, fazem manobras para estalar uma guerra nuclear contra o Norte, em violação ao Acordo de Armistício, a RPDC declara anulados todos os acordos de não-agressão feitos entre o norte e o sul, entre aqueles do não uso da força armada contra o outro lado, a prevenção de conflitos militares acidentais, a resolução pacífica de disputas, e a questão da não agressão nas fronteiras norte-sul. São passos coerentes com a anulação do Acordo de Armistício.

A RPDC está totalmente preparada para tomar duras contra-ações que possam forçar o eixo anti-RPDC a testemunhar seu miserável fim, até a rendição completa do mesmo.

Por que foi anulado o Acordo de Armistício? - Primeira parte

Atualmente, numa situação em que a segunda Guerra da Coreia está prestes a estourar, toda a imprensa reacionária internacional leva a cabo uma campanha suja para mostrar a RPD da Coreia como a agressora e a responsável pela situação de tensão na península coreana. Com nossa responsabilidade de não deixarmos que pessoas honestas e progressistas se influenciarem por mentiras, publicamos aqui em três partes os artigos escritos pela Agência Central de Notícias da Coreia, demonstrando que os EUA são os verdadeiros provocadores da guerra na península coreana, e mostrando os motivos pelos quais a RPDC foi obrigada a anular o Acordo de Armistício.


PARTE I

 O Comando Supremo do Exército Popular da Coreia anunciou que anularia totalmente o Acordo de Armistício, no período mais crucial quando a nação está à beira de um conflito com os EUA, conflito este que decidirá o destino do país e da nação. A atitude tomada foi uma ação de autodefesa para rechaçar os movimentos cada vez mais monstruosos dos EUA para estrangular a RPDC. Foi uma decisão histórica para levar a cabo os esforços para a reunificação do país, a paz regional e a estabilidade.

Os EUA abusaram do Acordo de Armistício para manter sua política hostil contra a RPDC durante quase seis décadas. Seus atos criminosos transformaram a península coreana no local de maior tensão no mundo, um palco onde uma guerra pode estourar a qualquer momento. Os EUA, em conluio com outras forças hostis, fez ameaças séria contra a soberania da RPDC através de persistentes e constantes ameaças militares e sabotagens econômicas. Os exércitos militares conjuntos entre os EUA e as forças títeres sul-coreanas, Key Resolve e Foal Eagle, eram na verdade simulações de guerra nuclear, onde inclusive transportadores como o B-52, capazes de carregarem armas nucleares, eram mobilizados. Tais atos são violações explícitas do Acordo de Armistício, de todos os acordos norte-sul. São ataques vis contra a soberania da RPDC e seus maiores interesses.

O estado de enorme tensão e emergência prevalecendo na península coreana obrigou a RPDC a acabar logo com esse desastre geopolítico, e garantir a soberania nacional e a estabilidade regional. A decisão de nulificar o Acordo de Armistício foi uma contra-medida de autodefesa feita pela RPDC. É totalmente ilógico que as forças hostis contra a RPDC, incluindo os EUA, levem a cabo campanhas públicas de críticas contra a suposta "violação" da RPDC quanto a sua contra-medida de auto-defesa, dizendo que "o Acordo de Armistício não pode ser dissolvido unilateralmente, dado que ele foi assinado através de um acordo mútuo". Na verdade, o Acordo de Armistício não requer um consenso bilateral, e pode ser tornado inválido, e será totalmente anulado caso um lado não concorde com o mesmo. Afinal, o Acordo de Armistício já esteve praticamente inválido devido às manobras dos EUA e ao comportamento hipócrita do Conselho de Segurança da ONU, que sempre apoiou as movimentações dos EUA nas últimas seis décadas.

Quando o Acordo de Armistício foi concluido em 27 de Julho de 1953, após cerca de 500 dias de conversações em clima de tensão, as atenções e as expectativas do povo coreano e dos povos amantes da paz estavam focadas no parágrafo 60 do Acordo de Armistício. A implementação do parágrafo 60 foi uma questão chave para realizar a reunificação do país e contribuir para a paz na Ásia e no mundo, dado que o parágrafo 60 dizia que todas as tropas estrangeiras deveriam ser retiradas da Coreia, removendo assim a causa raiz da guerra, e resolvendo a questão coreana pacificamente.

Apesar disso, os EUA assinaram o "Tratado de Defesa Mútua" com a Coreia do sul em 8 de Agosto de 1953, "tratado" este que legalizava toda a presença norte-americana na Coreia do sul. Na prática, tal "tratado" anulava o parágrafo 60, que conclamava pela remoção de todas as forças armadas estrangeiras. O parágrafo 13 do Armistício bania a introdução de planos operacionais, veículos armados, armas e munições na península coreana, por meio de outros países. Os EUA sabotaram unilateralmente o parágrafo 13 do Acordo de Armistício em 21 de junho de 1957, e introduziu sistematicamente enormes e modernos artifícios bélicos na Coreia do sul, assim como mais de mil armas nucleares de diferentes tipos. Como resultado dessa manobra monstruosa, a Coreia do sul se transformou no maior arsenal nuclear do Extremo Oriente.

Os EUA violaram e repeliram todos os parágrafos do Acordo de Armistício que causavam empecilhos à preparação de uma nova guerra na Coreia, e destruiram todos os mecanismos para a implementação do Acordo de Armistício. As sérias violações por parte dos EUA contra o Acordo de Armistício tornaram defuntas as sentenças relacionadas à Comissão Militar de Armistício dos pontos 19 a 35, do parágrafo 2, assim como as sentenças relacionadas à Comissão Supervisória de Nações Neutras dos pontos 36 a 50 do mesmo parágrafo.

Os EUA fizeram provocações militares constantes contra a RPDC, sem quais restrições legais e institucionais para impedirem suas manobras, e sempre fazendo o uso da força. Os casos de violação do Acordo de Armistício por parte dos EUA ultrapassam a casa das centenas de milhares, de acordo com vários encontros feitos pela Comissão Militar do Armistício. Contudo, o Acordo de Armistício foi capaz de existir até então, pelo menos em termos formais, graças à paciências da RPDC.

A RPDC fez várias propostas para acabar com o armistício e garantir a paz duradoura na Península Coreana. Entre as várias propostas feitas, foi a conclusão do tratado de paz entre a RPDC e os EUA (nos anos 1970), uma para levar a cabo as conversações das três partes, incluindo a Coreia do sul nas conversações RPDC-EUA (nos anos 1980), uma para se criar um novo mecanismo que garantisse a paz (nos anos 1990), uma para se acabar com o estado de guerra nas conversações das seis partes envolvidas com o Acordo de Armistício (em 2007), e uma para se retomar as conversações para se substituir o acordo de Armistício pela Tratado de Paz, feita durante o aniversário de 60 anos do início da Guerra da Coreia (em 2010). 

Os EUA, contudo, ignoraram e recusaram todas essas propostas. 

Nunca concordaram com o Acordo de Armistício, só o violaram. Sempre quiseram a guerra, jamais a paz. Era absolutamente inaceitável que a RPDC, à luz de seus interesses supremos como um Estado soberano, ficasse a mercê de um documento jogado no lixo como um par de sapatos velhos pela outra parte.

A guerra estourará a qualquer momento.

A RPDC foi constrangida a tomar a contramedida de anular o Acordo de Armistício para defender a segurança do país, as conquistas da Revolução e para assegurar a soberania da nação coreana em face da ameaça de agressão militar por parte dos EUA.

KCNA: Povo da RPDC está em alerta vermelho para guerra total

Operários se alistam na Guarda Vermelha Operário-Camponesa para defenderem
suas fábricas

O povo da República Popular Democrática da Coreia se levantou como um só na ação para rechaçar os movimentos dos USA e dos militaristas sul-coreanos para iniciar uma guerra nuclear na península coreana.

A vontade do povo da RPDC de punir os provocadores se tornou ainda mais convicta após receber a notícia de que o Marechal Kim Jong Un examinou e ratificou os planos para bombardear as bases militares norte-americanas.

Todo o país está agora ansioso para iniciar a guerra sagrada pela reunificação nacional. Os membros da Guarda Vermelha Operária-Camponesa nos estabelecimentos industriais e fazendas cooperativas estão em postura de combate, somente esperando a ordem para iniciar a ação.

Depois da formação dos destacamentos de combate, os guardas vermelhos já tomaram suas posições e terminaram os preparativos para proteger as fábricas e povoados dos bombardeios aéreos. Os estabelecimentos industriais já estão prontos para entrarem no sistema de produção em tempo de guerra a qualquer momento.

Enquanto isso, aumenta drasticamente o número de voluntários para o serviço militar.

A conclusão final é de que o povo da RPDC acertará contas com os imperialistas norte-americanos e os militaristas títeres sul-coreanos a qualquer custo.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Kim II Sung e a importância decisiva da consciência na construção do socialismo

Reproduzimos uma importante mensagem escrita por Cláudio Campos, dirigente histórico do MR8, que durante anos foi defensor incansável da República Popular Democrática da Coreia. A mensagem foi enviada para o Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia. Na mensagem, Cláudio Campos analisa as importantes contribuições teóricas dadas por Kim Il Sung e Kim Jong Il à teoria do socialismo científico. 

Blog de Solidariedade à Coreia Popular

Kim II Sung e a importância decisiva da consciência na construção do socialismo  



Por Cláudio Campos

No dia 15 de abril, Kim II Sung, fundador da República Popular Democrática da Coréia, líder da luta de libertação contra o invasor japonês e da construção do socialismo no país, faria 94 anos. Em homenagem a essa figura ímpar da História da Humanidade, publicamos hoje a mensagem enviada por Cláudio Campos, secretário geral do Movimento Revolucionário 8 de Outubro, em julho de 2004, ao Partido do Trabalho da Coréia. Cláudio, falecido em maio do ano passado, encontrou-se com Kim II Sung em 1993, durante visita à Coréia Socialista. Como ele diz no texto abaixo, o líder coreano, personalidade que viveu em meio ao turbilhão da História do século XX, contemporâneo e companheiro de Stalin, Dimitrov, Mao, Ho, Che e outros heróis, causou-lhe profunda impressão. Mas é à sua obra, sobretudo, que Cláudio dedica sua mensagem, e à sua solidez, baseada no princípio de que a luta ideológica é o aspecto principal na transição do socialismo para o comunismo. Em toda essa obra, hoje continuada firmemente por Kim Jong Il, perpassa sua intensa identificação com os seres humanos, seu amor inarredável por sua pátria e sua disposição heróica para o combate pela liberdade.

Já se passaram 10 anos desde que o fundador da República Popular Democrática da Coréia, o grande Líder Kim II Sung, nos deixou. No entanto, apesar do revés sofrido pelo socialismo no Leste Europeu e do governo mais reacionário já havido nos EUA terem acarretado condições internacionais particularmente difíceis, a Coréia Popular seguiu firmemente adiante pelo caminho da democracia e do socialismo. Após um período inicial de inevitáveis turbulências econômicas acarretadas pela perda do seu principal parceiro, o país se adaptou às novas condições e já hoje exibe invejáveis índices de crescimento. Formidáveis conquistas tecnológicas, como o exitoso lançamento do seu primeiro satélite artificial, foram alcançadas. O sólido fortalecimento de sua defesa incute nos inimigos da Independência dos povos o devido respeito. Amplas garantias sociais assistem a vida de toda a população. Visíveis progressos foram alcançados nas relações entre o Norte e o Sul da Coréia.

DESAFIOS 

Muitos são os desafios, mas o país os enfrenta de cabeça erguida e confiança no futuro.

Tudo isso é um grande mérito do povo coreano e de seus dirigentes, em especial o camarada Kim Jong Il, que há muitos anos tem suportado o peso maior das responsabilidades de direção. Mas em todo esse feliz desenvolvimento da vida na Coréia pode-se ver também a riquíssima herança deixada pelo grande Líder Kim II Sung, uma das mais luminosas figuras do século XX.

INDEPENDÊNCIA  

Levantando bem alto a bandeira da independência, da consciência e do espírito inovador, Kim II Sung preparou a Coréia para estar à altura de todos os desafios que se lhe apresentassem.

Lembramo-nos como nos impressionava vivamente uma característica que considerávamos muito particular do grande Líder. Quando, a partir de 1954, os dirigentes soviéticos iniciaram o seu afastamento dos princípios revolucionários, subestimando o trabalho ideológico e enveredando por um economicismo que acabaria por restaurar o capitalismo, a maioria dos revolucionários no mundo tenderam para um entre dois caminhos equivocados: ou aceitar passivamente os erros dos soviéticos, ou se deixar levar pela irritação e pelo sectarismo contra eles, inclusive erigindo-os em seu inimigo principal. Essa não foi de forma alguma a atitude do grande Líder. Ele manteve-se firme em seus princípios – inclusive, com o concurso de Kim Jong II e do Partido do Trabalho da Coréia, aperfeiçoando-os cada vez mais – e em seu apreço pela obra dos antecessores então atacados pelos dirigentes soviéticos, e ao mesmo tempo se empenhou em mobilizar para a causa do proletariado mundial tanto o que esses dirigentes ainda pudessem contribuir, como a colaboração dos que se deixavam irritar por eles. Uma das primeiras coisas que conheci da Coréia foi uma publicação sobre o Museu da Amizade, onde apareciam lado a lado presentes enviados por José Stalin e por outros que infelizmente não o tinham em boa conta. Foi algo que nos emocionou profundamente, porque consideramos aquela uma grande demonstração de sabedoria, dignidade, altivez e coragem.

Hoje percebo que essa postura do grande Líder era expressão sobretudo do seu espírito independente e de sua elevada consciência. Só é verdadeiramente independente quem desenvolve no grau necessário a sua consciência. E quem é independente não só pensa com a própria cabeça, como também não transfere para os outros a responsabilidade de pensar e agir segundo convicções que são as suas, mas não ainda a dos outros. Por isso, o grande Kim II Sung não se irritava com os erros alheios. Ele fazia a sua parte, e se empenhava para que os demais fizessem o melhor que pudessem a deles.

VITÓRIA DO POVO   

Dessa forma, valorando corretamente a consciência e a independência, Kim II Sung aportou uma contribuição inestimável não apenas ao povo coreano mas a toda a Humanidade. Ele foi capaz de conduzir seu povo à vitória contra as forças militares e econômicas mais poderosas do planeta. Poucos anos após ter derrotado o selvagem agressor japonês e fundado a RPD da Coréia, ele fez o exército norte-americano, apoiado por vários outros poderosos exércitos agressores, conhecer pela primeira vez na História o sabor da derrota. Em pouco tempo, a enorme e criminosa devastação promovida pelos agressores deu lugar a uma nova Coréia, mais bela, moderna, desenvolvida, social e culturalmente avançada, ciclópico trabalho em que se destacou o gênio do nosso camarada Kim Jong Il.

CONSTRUÇÃO DA SOCIEDADE   

Em um momento crítico da História do Socialismo, quando a clareza cedeu lugar à confusão, Kim II Sung, o PTC e a Coréia sustentaram serenos e altivos a bandeira do progresso social, estendendo a mão a todos que no mundo enfrentavam difíceis condições de luta. Por isso, outro grande revolucionário dessa época, o companheiro Ernesto Che Guevara, tinha o grande Líder Kim II Sung em altíssima conta. Como decorrência natural da Idéia Zuche, da justa valoração da independência e da consciência, os camaradas Kim II Sung e Kim Jong II formularam pela primeira vez, de forma clara, explícita e programática, o princípio de que a luta ideológica é o principal aspecto de toda a transição do socialismo para o comunismo. Sem dúvida, essa luta tem de ser travada a cada momento nos marcos colocados pelo grau de desenvolvimento material da sociedade, mas sem colocá-la no centro de toda a atividade revolucionária é impossível levar avante a construção material da nova sociedade. Esta foi sem dúvida a mais importante contribuição teórica à construção do socialismo desde as aportadas por Lenin e Stalin. Ela era a pedra de toque que faltava ao arsenal teórico da revolução. Foi por não terem sido capazes de assimilar esse princípio essencial que os dirigentes soviéticos renegaram a parte mais nobre do seu glorioso passado e acabaram abrindo espaço para a contra-revolução.

Firmemente ancorada na Idéia Zuche, a Coréia de Kim II Sung não se abalou quando a contra-revolução fez seu estrago no Leste Europeu. Pelo contrário, ela foi a trincheira segura em que centenas de partidos revolucionários e antiimperialistas de todo o mundo, entre os quais o MR8, uniram forças para a heróica resistência e a já corrente contra-ofensiva.

É imensa a dívida de toda a Humanidade para com esse gigante filho do povo coreano, o grande Líder Kim II Sung. Parabenizamos efusivamente a Coréia, o seu povo, o seu Partido do Trabalho, e de maneira muito especial o camarada Kim Jong II pela forma dedicada e reverente como mantêm cada vez mais alto o seu nome, a sua vida e a sua obra.

Que brilhe para sempre no firmamento da Coréia e de toda a Humanidade a estrela radiosa do grande Líder Kim II Sung!  

quinta-feira, 28 de março de 2013

Imperialismo tenta manipular opinião pública mundial para atacar Coreia do Norte

A tensão crescente na península coreana, prenunciando o que alguns já chamam de “Segunda Guerra da Coreia”, já “ultrapassou a linha de perigo e entrou na fase de uma guerra real”, declarou o Comando Supremo do Exército do Povo Coreano na última terça.


Os grandes oligopólios de informação, a serviço do capital em sua campanha de (des)informação pública, constroem a imagem de que o governo coreano busca, irresponsavelmente e a qualquer custo, iniciar um conflito contra o país que é simplesmente a maior potência bélica do mundo.

Como parte dessa campanha pró-agressão à Coreia do Norte, o jornal estadunidense The Washington Post tentou vender a seus leitores na semana passada o velho golpe do “combate ao tráfico de drogas”, que estaria sendo organizado a mando do próprio governo coreano, mostrando assim a que ponto chegou o descaramento imperialista.

Em resposta a esta calúnia, a Central de Notícias da Coreia do Norte publicou nota informando que “isso não passa de uma sórdida e infundada campanha contra a Coreia do Norte”.

Diz ainda a nota:

“Os Estados Unidos estão abertamente preparando a atmosfera internacional [...], rotulando a Coreia do Norte como um ‘estado criminoso’ e ‘trapaceiro’, empregando todos os meios e métodos possíveis [...] O jornal busca atuar como uma brigada de choque executando a política hostil da administração dos EUA contra a Coreia do Norte e assim manchar a imagem do país e justificar tal política”.

“O uso ilegal, o tráfico e a produção de drogas, as quais reduzem o ser humano a aleijados mentais, não existe na Coreia do Norte.

“O país aderiu a convenções internacionais de controle de drogas e tem controlado com rigor sua entrada no país através de leis nacionais e internacionais.

“É ilógico que os EUA, um país com graves problemas sociais como o abuso de drogas, o contrabando e a produção ilegal, venha falar sobre um inexistente ‘tráfico de drogas’ na Coreia do Norte.”

Além de plantar falsas informações, é notória a omissão deliberada e criminosa por parte da grande mídia dos atos de provocação dos governos estadunidense e sul-coreano na fronteira com a Coreia do Norte.

Nesta semana a Coreia do Sul divulgou uma “lista de alvos” na Coreia do Norte, mirando principalmente monumentos dedicados a líderes norte-coreanos, símbolos da dignidade e da suprema liderança do país. Segundo os “gangsters militares” da Coreia do Sul, este plano de destruição resultaria num grande impacto psicológico sobre o povo norte-coreano.

Na última segunda-feira, segundo pronunciamento do Ministro do Exterior da Coreia do Norte, Pak Ui Chun, soldados estadunidenses sobrevoaram o céu da Coreia do Sul ensaiando um bombardeio nuclear surpresa sobre a Coreia do Norte, o que mostraria que o ato prova claramente que o plano dos EUA para iniciar uma guerra nuclear entrou numa fase incontrolável.

Ainda segundo o ministro, os EUA temem que a prosperidade econômica da Coreia do Norte prove o fracasso de sua política hostil contra o país.

Nos últimos dois meses os EUA já inventaram duas “resoluções sobre sanções” através do Conselho de Segurança da ONU, criando um círculo vicioso de tensão escalonada para criar um pretexto internacional para iniciar uma guerra nuclear sob o mote da “não-proliferação nuclear”. Os ministros da União Europeia concordaram em proibir o comércio de títulos do governo norte-coreano, bem como de ouro, metais preciosos e diamantes, além de proibir os bancos do país de abrir filiais na União Europeia.  Bancos europeus também não podem se instalar no país. A ampliação das sanções também inclui mais empresas e indivíduos norte-coreanos numa “lista negra”, que impõe proibições de viagem e congela contas bancárias.

Mísseis estratégicos nucleares nos EUA já estão apontados para a Coreia do Norte, e submarinos com ogivas nucleares já estão saindo da região da Coreia do Sul em direção à região do Pacífico.

O secretário de defesa dos EUA, Ashston B. Carter, afirmou abertamente em sua visita à Coreia do Sul que o exército estadunidense considera top priority a “Segunda Guerra Coreana”, dando assim sinal verde para se iniciar uma guerra nuclear.

Glauber Ataide - Jornal A Verdade

terça-feira, 26 de março de 2013

Contra a RPDC a guerra fria não acabou


Contra a RPDC a guerra fria não acabou 

Por Rosanita Campos - Jornal Hora do Povo

É um atentado à inteligência dos leitores o que disse em editorial um dos monopólios de mídia no Brasil a serviço dos interesses dos EUA. O jornal afirma que “guerra fria terminou em 1991, mas a Coreia do Norte parece não ter se dado conta do fato” e “é um país fechado” referindo-se ao fato da República Popular Democrática da Coreia manter no país o sistema socialista que o jornal considera anacrônico.

Bem, se o jornal acha que o socialismo é anacrônico, tem todo o direito de achar, só não tem o direito de querer impor que o mundo inteiro pense igual. Conviver com pensamentos diferentes é um princípio democrático que deve ser respeitado. Também não vale mentir.

Anacrônica é a análise que o jornal apresenta sobre a RPDC que, ao que tudo indica, não conhece. Anacrônico é querer que um país socialista não tenha o direito à autodeterminação e à soberania como qualquer outro país apenas pelo fato de seu regime de governo, escolhido por seu povo, não ser do agrado ou da conveniência dos EUA e seus satélites com quem o jornal bajulador de ditaduras capitalistas mantém um alinhamento político automático sem nenhuma independência. Além do mais a Coreia socialista não é um país fechado aos amigos da Coreia, e só não é mais aberto graças à hostilidade dos EUA que tentam isolar a Coreia para melhor poder mentirosamente incriminá-la, difamá-la e chantageá-la, ao mesmo tempo em que tentam proibir o comércio exterior e impor sanções políticas e econômicas com o objetivo de asfixiar economicamente o país.

Não é a RPDC “que não se deu conta” de que a guerra fria acabou, pois a guerra fria não acabou. Em relação à RPDC foram os EUA que mantiveram um estado de guerra permanente apesar de que desde o fim da guerra de agressão que os EUA cometeram contra a Coreia em 1950 e que terminou com um armistício em 1953 o então Presidente da RPDC, Kim Il Sung, propôs por várias vezes que o armistício assinado fosse substituído por um tratado de paz definitiva que permitisse a criação de um ambiente mais tranquilo e de paz na Península Coreana. Tal proposta da RPDC jamais foi aceita pelos EUA que, ao contrário, além de manter suas tropas com arsenais nucleares no sul da Coreia vem realizando, entra ano sai ano, uma série de provocações militares utilizando os sul-coreanos na fronteira com a RPDC. Além disso, o país com mais armamentos nucleares no mundo, os EUA, vêm se utilizando desavergonhadamente de pressões contra a comunidade internacional, a ONU e seus organismos para atacar a RPDC e lhe impor sanções injustas por este país defender seu direito de existir, sua integridade territorial, sua soberania enquanto nação livre.

As atuais sanções impostas pela ONU sob mando dos EUA não têm nenhuma razão de ser na medida em que o pretexto utilizado foi um programa científico aeroespacial para fins pacíficos e um programa de autodefesa nuclear, direito de qualquer país que não pode ser questionado por nenhuma potência nuclear, e portanto, segundo os princípios do direito internacional não são passíveis de sanções.

Quem vive sob ameaça não tem outra coisa a fazer que não seja se defender, e é isso que a RPDC está fazendo. Quem tem imposto sanções e feito uma política extremamente hostil contra a RPDC são os EUA com a participação de sul-coreanos e seus aliados. Essas provocações chegaram à histeria quando em dezembro a RPDC usou seu direito internacionalmente reconhecido para lançar com sucesso um satélite para usar em pesquisas científicas e com isso promover avanços tecnológicos para melhorar a vida do povo de seu país.

É falsa e parcial a acusação dos monopólios de mídia pró-EUA de que é a Coreia quem faz provocações. Não fosse as ameaças, inclusive nucleares, que vem sofrendo desde o fim da guerra da Coreia em 1953, não teria sido necessário que a RPDC prosseguisse com seu projeto nuclear autodefensivo e realizasse também com sucesso os recentes testes nucleares. Foi necessário criar um poder dissuasório para barrar uma nova guerra. O governo da RPDC tem corretamente afirmado que a culpa do país ter que fazer grandes esforços em pesquisas nucleares para sua autodefesa e dissuasão da guerra é inteiramente dos EUA. Não fosse as permanentes hostilidades e ameaças nucleares por parte dos EUA, a RPDC poderia empenhar, como preferiria, seus esforços em outras áreas do desenvolvimento econômico e social do país. Mas defender-se não tem sido uma escolha, mas uma necessidade.

A arte musical na RPDC - Parte II


PARTE II - O CONTEÚDO REVOLUCIONÁRIO

Por André Ortega - Blog Realismo Político

Dando continuidade a série sobre a arte musical na Coreia do Norte vou falar um pouco mais especificamente sobre a questão política dentro da música, como observei no ultimo artigo.

 Deve ser revolucionária em seu conteúdo.  Quer dizer, ela deve ser combativa,ter as massas populares como o centro e descrever as ideias e sentimentos das massas populares independentes e revolucionárias, refletindo seus entusiasmos, suas reclamações, aspirações, aflições etc.  Deve levar em conta a diversidade das experiências na existência e na luta. Ignorar o conteúdo seria uma manifestação negativa de esteticismo e formalismo, não contribuindo com a educação revolucionária, o que implicaria em conseqüências perniciosas.

“A música genuína há de cantar ao homem que tem por vida a independência, é fiel ao coletivo sócio-político, e leva a vida dentro deste ente sócio-político.” (KIM, Jong Il. “Arte Musical” , 17 de julho de 1991. Kim Jong Il – OBRAS ESCOGIDAS, Tomo XI Ediciones en Lenguas Estranjeras, Pyongyang , Coreia, 2006. Pg. 379-380)

Isso não quer dizer que a música coreana se reduza a assuntos propriamente políticos, a canções sobre o líder, o partido, o estado, a pátria – a idéia revolucionária é um pouco mais abrangente. Kim Jong Il mesmo especifica que o “conteúdo revolucionário” não se reduz a fazer músicas sobre a luta política das massas, manifestações, guerrilha, etc. Lembro de ter escutado uma música famosa sobre uma cientista que passa 15 anos estudando um determinado tipo de grão. Músicas sobre a produção (mineiros, operários) também são muito comuns. Existem também músicas sobre o amor, apesar de ser uma minoria.

Frente a estas considerações, é provável que alguns falem de “totalitarismo”, “ditadura”, “ataque a liberdade de criação”. É tolo pensar que a “música global” não possui fenômenos análogos e ingenuidade pensar que ela é “livre” de imperativos sócio-econômicos.  A música global atualmente incentiva valores relacionados ao consumismo, ao egoísmo e ao hedonismo fugaz.  Alguns vão protestar e dizer que minha comparação é inválida já que esse tipo de música não é “produzida pelo Estado”. Assim como no “Ocidente” existem instâncias e estruturas que produzem a música, a Coreia possui as próprias instâncias (onde grande parte da “responsabilidade musical” recai sob estudantes de música, aqui muitas vezes marginalizados; existem também grupos musicais de bairro, local de trabalho, etc).  No “Ocidente” produtoras, gravadoras, rádios e toda a indústria musical de uma forma orgânica esperam do artista aquela música com determinadas características. A diferença é na Coreia a música não foi feita para atender o capital e sim para formar um cidadão disposto a morrer pela pátria (hipérbole). Mais comunistas patriotas e menos liberais niilistas. A música é, no geral (não só na Coreia), ferramenta de educação política e ideológica, de formação moral.

Por fim, segue a música “Não pergunte meu nome”, que conta a história de uma funcionária local do partido muito reconhecida por seu trabalho, porém igualmente humilde. É do período da “Árdua Marcha”, anos ’90, quando a RPDC passou por grandes dificuldades não só com os alimentos como também na produção em geral.  É possível colocar legendas em inglês no Youtube.


segunda-feira, 11 de março de 2013

Seminário Regional da Ideia Juche


Reunião do Comitê Executivo do ILAIJ e Seminário Regional da Ideia Juche “Hugo Chávez”: A construção de uma América Latina Independente e Pacífica

No último dia 08 de Março, na Cidade do México, foi realizada a reunião do Comitê Executivo do Instituto Latino-Americano Para o Estudo da Ideia Juche. A reunião fez um balanço dos últimos dois anos de atividade do ILAIJ, apontando os avanços e deficiências na divulgação da ideia juche pelos diversos centros e institutos da ideia juche de todos os países latino-americanos. Na reunião, outras medidas importantes foram tomadas, entre elas, a de nomear o seminário regional da Ideia Juche, realizado também no dia 08 de Março, com o nome de Hugo Chávez.

O Seminário Regional da Ideia Juche “Hugo Chávez”: A construção de uma América Latina Independente e Pacífica foi realizado com êxito na Assembleia Legislativa do México, no Zócalo. O Seminário contou com a intervenção de representantes de diversos países da América Latina: Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Peru e Venezuela. Em suas intervenções, os representantes trataram de falar de questões referentes ao avanço da luta anti-imperialista no continente partindo da perspectiva da Ideia Juche. Também falaram sobre a importância da Ideia Juche para o desenvolvimento da luta revolucionária na América Latina. 

quarta-feira, 6 de março de 2013

RPDC expressa condolências ao povo da Venezuela pela morte de Hugo Chavéz

Kim Yong Nam, presidente da junta governamental da Assembleia Popular Suprema da RPDC, enviou nesta quarta uma mensagem de condolências ao vice-presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, por conta do falecimento do Presidente Hugo Chavez.

A mensagem dizia que o Presidente Chavez fez grandes contribuições para defender a soberania do país e para conquistar a integridade da região latino-americana. Ele expressou sua confidência de que o governo e o povo da Venezuela superariam as mágoas e seguiriam em novas conquistas para a construção de uma nova e próspera sociedade.

Com informações de KCNA

terça-feira, 5 de março de 2013

Kim Il Sung e Kim Jong Il falam sobre Stálin


Por ocasião dos 60 anos da morte do grande líder dos povos da União Soviética e do mundo, publicamos na página Solidariedade à Coreia Popular algumas citações de Kim Il Sung e Kim Jong Il sobre Stálin.


Kim Il Sung, discursando sob o retrato
de Stalin

"Sabemos que a voz dos milhões de partidários da paz é a voz de nossos amigos que não querem que amanhã também caiam sobre as cabeças de seus filhos as bombas americanas. O povo coreano, amante da paz e da liberdade, está convicto de que a causa da paz vencerá e que serão destroçados os monstruosos planos dos agressores americanos que tentam desencadear uma nova guerra mundial. É uma garantia disso a fervorosa aspiração das pessoas simples em defender a paz e a segurança de todos os povos. Garantia disso é o fato de que na vanguarda do campo da paz e da democracia se encontra a grande União Soviética, o poderoso povo soviético, à cuja frente se encontra o libertador e melhor amigo do povo coreano e de todas as pessoas honestas do mundo — o Generalíssimo Stálin." - Kim Il Sung, em discurso de 14 de agosto de 1950

"Stalin faleceu. O ardente coração do grande líder da humanidade progressista parou de bater. Esta triste notícia se espalhou pelo território da Coreia como um verdadeiro incêndio, causando enorme dor nos corações de milhões de compatriotas. Os soldados do Exército Popular da Coreia, operários, camponeses, estudantes, assim como todos os residentes tanto no sul quanto no norte da Coreia ouviram tais notícias com profunda tristeza. A própria Coreia parece haver se curvado ante o grande líder. As mães, que caíram em lágrimas por perderem seus filhos nos bombardeios aéreos dos bandidos norte-americanos, agora caem em lágrimas novamente." - Kim Il Sung, em discurso de 5 de Março de 1953

"Camarada secretário-geral, você me perguntou minha opinião sobre Stálin, e eu penso que ele fez muitas coisas boas. Algumas pessoas, hoje em dia, falam muito sobre seus erros, mas seus méritos não devem ser esquecidos somente por ter cometido alguns erros. Foi ele quem fez a industrialização socialista na União Soviética e levou o povo soviético a conquistar a vitória na Segunda Guerra Mundial. Se Stálin não houvesse dado a educação ideológica e não houvesse estabelecido firme disciplina entre eles, seria impossível para a URSS derrotar a Alemanha nazista na guerra. [...] Não podemos jamais ignorar os serviços sem igual feitos por Stalin para com o Partido soviético, o Estado soviético e o povo soviético"
- Kim Il Sung, em conversa com Cláudio Campos, ex-dirigente do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), em 1993

"A União Soviética se arruinou por contra do revisionismo que tomou conta do país após a morte de Stálin. [...] O Partido Comunista da União Soviética acabou porque não educou o povo nas ideias socialista e comunista, fazendo com que eles dessem atenção somente para o dinheiro, carros luxuosos e datchas. Foi no período de Khrushchev em que a URSS iniciou seu retroceso. Quando Stalin esteve vivo, ele liderou bem o Partido. Em seus dias, o cosmopolitismo também era devidamente combatido. [...] Sem Stálin, a União Soviética não teria como derrotar os fascistas alemães. Até hoje tenho em casa uma cópia do filme soviético sobre a batalha para defender Moscou, e não me canso de assisti-lo. Stalin fez uma parada militar para celebrar a vitória da Revolução Socialista de Outubro em Moscou, mesmo com o inimigo a menos de 40 km da cidade. Enquanto os membros do Politburo e outras pessoas eram evacuadas para áreas mais distantes, Stalin permaneceu no Kremlin, comandando a batalha pessoalmente. Por ter lutado de maneira tão brava e corajosa, Stálin sempre desfrutou de grande respeito das massas. Durante a guerra, os soldados do Exército Vermelho lutavam sob a consigna 'Por Stalin, pela Pátria e pelo Partido!', e dessa maneira ganharam a guerra. Após a morte de Stálin, contudo, Khrushchev difamou Stalin e negou seus méritos, sob o pretexto de se opor ao 'culto à personalidade'. Depois, Gorbachov vendeu a União Soviética para os imperialistas. Tenho total convicção de que o antigo povo soviético irá restaurar, sem dúvidas, a Pátria soviética" - Kim Il Sung, em conversa com Ludo Martens, ex-presidente do Partido do Trabalho da Bélgica, de 30 de junho de 1994

"Na época de Stalin, Khrushchev o elogiava como 'entidade imortal', se autodenominava o 'mais fiel discípulo' de Stalin, e exclamava mais que ninguém palavras como 'Viva Stalin!'. Porém, após seu falecimento, Khrushchev ocupou o máximo cargo do Partido e do Estado por meio de intrigas e conspirações, difamou Stalin como 'ditador cruel', 'tirano' e, sob o pretexto de se opor ao 'culto à personalidade', cuspiu sobre todos os méritos de Stalin na construção socialista da União Soviética e na Grande Guerra Patriótica. Os revisionistas contemporâneos acaudilhados por Khrushchev tiraram o nome de Stalin de todas as cidades, fábricas, empresas, kolkhozes, sovkhozes e avenidas, destruíram suas estátuas e inclusive tiveram o ato vergonhoso de retirar seu cadáver da Praça Vermelha e incinerá-lo. [...] Se, com o ataque a Stálin, os revisionistas disfarçavam seu ataque a todos os princípios de Lenin, hoje em dia já tiraram suas máscaras para caluniar e desacreditar não somente Stálin, mas também Marx, Engels e Lenin" - Kim Jong Il, em conversa com funcionários do Partido, em 1994

"Nosso Partido e nosso povo respeitam Marx, Engels, Lenin e Stalin como os líderes da classe operária e apreciam altamente seus méritos inigualáveis. Refletindo as aspirações e demandas da classe operária, Marx e Engels, os primeiros líderes da classe operária, desenvolveram o socialismo de uma concepção utópica para cientítica, e deram início ao movimento socialista e comunista. Lenin herdou e desenvolveu o Marxismo para que o mesmo desse resposta às mudanças dos tempo e levou a Revolução Socialista de Outubro à vitória organizando e mobilizando a classe operária. Stálin, sucedendo a causa de Lenin, transformou o primeiro Estado socialista do mundo numa grande potência e defendeu a pátria socialista dos invasores fascistas, liderando o Exército e o povo. Em seus dias, Marx, Engels, Lenin e Stalin representaram as aspirações e demandas das massas trabalhadores exploradas, e causa do socialismo segue de maneira inseparável a seus nomes. O fato de os imperialistas e traidores da revolução estarem difamando os líderes da classe operária e difamem o socialismo como "ditatorial", e  por ser "contra os direitos humanos" somente prova que os líderes da classe operária eram vanguardistas dos interesses do povo e desfrutavam de grande apoio e interesse dos mesmo, e que eram verdadeiros revolucionários comunistas que mantiveram firmes os princípios revolucionários sem caírem em rabo preso com os inimigos da Revolução"
- Kim Jong Il, em "Respeitar os precurssores da Revolução é tarefa moral de todos os Revolucionários", artigo enviado à revista Kulloja, em 1996

domingo, 3 de março de 2013

Para Vladimir Lenin

Cartaz coreano feito em 2011 por ocasião dos dez anos da ida de Kim Jong Il
ao Mausoléu de Lenin
 
Em 4 de agosto de 2001, Kim Jong Il visitou o Mausoléu de Lenin na Praça Vermelha, em Moscou, evento este que ganhou a atenção da comunidade internacional.

Durante o período da União Soviética, a Praça Vermelha era considerada o local sagrado do país e da Revolução mundial. Era um dever moral para chefes de Estado e partidos de países socialistas que, em visita à União Soviética, fossem ao mausoléu e mostrar seus respeitos a Lenin, o grande líder do proletariado internacional, fundador do Partido Comunista da União Soviética e do Estado soviético.

Contudo, após o colapso da União Soviética, tais cerimônias deixaram de acontecer. Insultos e ataques contra Lenin foram oficialmente permitidos, e houveram inclusive tentativa de se remover seu mausoléu.

Nesta situação, não era de se impressionar que mesmo os funcionários coreanos, que acompanhavam Kim Jong Il, estivessem apreensivos com a visita do mesmo ao mausoléu. Apesar disso, Kim Jong Il demonstrou sua decisão e disse aos funcionários:

"Irei ao Mausoléu de Lenin durante minha visita à Rússia, não importa o que qualquer um diga. Estou indo ao mausoléu devido à obrigação moral de um genuíno revolucionário para com seu líder. Qualquer um que for contra minha visita estará traindo sua própria causa. Uma jóia sempre brilha, mesmo na bala. O mundo saberá o que a nobre obrigação moral de genuínos revolucionários se visitarmos o mausoléu, numa época em que Lenin está sendo abandonado e insultado pelos renegados da Revolução. Devemos visitar o Mausoléu de Lenin, como planejado, não importa o que qualquer um diga".


Quando a coluna de carros que levava Kim Jong Il chegou à Praça Vermelha, os funcionários coreanos ficaram surpresos. O governo russo - que havia dado a notícia sobre a forma como seriam recebidos somente na manhã do dia da visita - havia posto uma guarda de honra no mausoléu.

Nos últimos dez anos desde 2001, nenhum dirigente de partidos estrangeiros ou chefe de Estado havia visitado o mausoléu de Lenin. A Praça Vermelha parecia deserta. Naquele dia, contudo, a praça estava envolvida por um clima cerimonial.

Kim Jong Il se aproximou lentamente do mausoléu, com um ar solene. Em sua frente, estavam os soldados marchando, carregando a homenagem que Kim Jong Il havia preparado. Bastou ele dar alguns passos para que repórteres da Rússia e de vários outros países aparecessem desesperados para recordar tal momento histórico. Moscou, Rússia e todos os países o viram, com respiração ofegante.

Quando os soldados russos depositaram a homenagem de Kim Jong Il no mausoléu e saíram, o dirigente arrumou as faixas caídas, que continham as palavras: "Para Vladimir Ilitch Lenin. Kim Jong Il."

Após prestar suas homenagens a Lenin, Kim Jong Il manteve sua expressão solene.

4 de Agosto foi o dia em que o Mausoléu de Lenin, sujeito a todo tipo de humilhações pelos reacionários de todas os matizes, encontrou seu salvador. A visita do camarada Kim Jong Il ao mausoléu foi um ato grandioso e corajoso que estimulou os revolucionários de todo o mundo a seguirem lutando pelo socialismo, com força e coragem inacabáveis. Foi um evento histórico que confirmou a convicção de que, somente seguindo um homem como Kim Jong Il, o movimento socialista pode ter vitórias.

O nobre respeito que o líder da causa mundial do socialismo no século XXI deu ao líder da causa socialista do século XX é um evento alvissareiro que demonstra a obrigação moral de Kim Jong Il, como líder da causa mundial da independência.