terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Quem são os verdadeiros provocadores da Península coreana?

Pak Geun Hye, gerente fascista sul-coreana, intensifica discurso militarista e anticomunista


Há cerca de 24 horas, toda a imprensa reacionária internacional, sem excluir, claro, a imprensa brasileira, vem dando enorme repercussão à eleição da gerente Pak Geun-Hye (do "Partido Saenury") na Coreia do sul sob ocupação norte-americana. Em particular, toda a imprensa faz questão de enfatizar o discurso anticomunista e anti-RPDC alardeado por Geun-Hye. Afinal, não é uma enorme benção para os grandes monopólios internacionais que se prossigam a existência de gerenciamentos reacionários na Coreia do sul, com o fim de ameaçar cada vez mais o bastião socialista do Oriente, a República Democrática e Popular da Coreia, e reprimir cruelmente o movimento operário e popular sul-coreano?

Em um de seus discursos, a gerente Pak Geun-Hye alardeou que tratará com "mão de ferro" as "provocações da Coreia do Norte". Qualquer pessoa com uma telha de bom senso identificará o cinismo de tais palavras, principalmente quando partem da boca da filha do ex ditador militar-fascista Pak Jong Ri, que, na década de 1970, assassinou milhares e milhares de sul-coreanos que se engajaram em todas as formas de luta contra a camarilha burocrata e reacionária sul-coreana, contra o fascismo, contra o imperialismo norte-americano, pela democracia e pela reunificação nacional e pacífica da Pátria.

Afinal de contas, quais seriam as tais "provocações da Coreia do Norte"? Rechacemos, tópico a tópico, as mentiras sobre as "provocações" levantadas pela nova gerente de turno do regime fascista sul-coreano, demonstrando de maneira cabal quem são os verdadeiros provocadores da península coreana:


Tanquistas norte-coreanos no desfile militar de 15 de abril de 2012

1) Em abril de 2012, a Coreia democrática e popular lançou seu terceiro satélite artificial, Kwangmyongsong-3, para celebrar o aniversário do centenário do Presidente Kim Il Sung, líder da Revolução Coreana e fundador do socialismo no norte da Coreia. De todos os três satélites lançados, respectivamente, em 1998, 2009 e 2012, o terceiro foi o primeiro a não entrar em órbita. Ademais, todos foram satélites fabricados com tecnologia e pessoal técnico 100% autóctone. Foram satélites, não "mísseis balísticos". Satélites de observação terrestre são extremamente necessários para o desenvolvimento econômico de qualquer país: Eles permitem fazer uma correta estimativa da previsão do tempo, estimar com mais precisão a quantidade de colheita e, consequentemente, ameniza e evita os desastres naturais e permite que exista uma alocação correta de recursos naturais, energéticos, hídricos etc. para vários setores da agricultura. No ano passado, a RPDC passou por secas e enchentes que causaram vários danos à economia do país, milhares de hectares de plantações foram perdidos e, por vários meses, as enchetes deixaram quase 300 mil pessoas desabrigadas. Caso o satélite houvesse entrado em órbita, tais calamidades poderiam ter sido evitadas e a Coreia não teria mais contratempos em sua luta para se tornar uma potência econômica socialista. Mesmo diante de tais fatos públicos, de conhecimento de todo o mundo, os Estados Unidos não cumpriram o acordo de Março de 2012, onde se comprometeram enviar à RPDC uma quantidade de 200 mil toneladas de alimentos em troca de uma moratoria no teste de enriquecimento de urânio por parte da RPDC - que nada tinha a ver com o lançamento de satélites com fins pacíficos. Para isolar ainda mais a Coreia socialista no plano internacional, valeu também a postura vergonhosa de países como China e Rússia, que se opuseram ao desenvolvimento econômico independente do país, falando em "parar com as provocações" e em "extender sanções". Ironicamente, no mesmo mês de abril, a República da Índia fez outro teste com um míssil nuclear - este sim, um míssil nuclear, de fins militares, e não satélite artificial de fins pacíficos - que, por sua vez, não foi levado ao Conselho de Segurança da ONU, não rendeu sanções ao país e tampouco comentários agressivos por parte da imprensa reacionária internacional. Eis a forma hipócrita como é a diferença no tratamento dado pela "comunidade internacional" (leia-se: países-satélite dos USA) a um país que abre suas pernas para o capital estrangeiro, para as mineradoras norte-americanas e européias e lança campanhas monstruosas contra seu povo como a "Operação Caçada Verde", de um país que mantém intacta sua soberania e persiste de maneira invariável no caminho socialista. Não bastaram as sanções e as ameaças por parte dos USA e Coreia do Sul - durante os piores meses das enchentes na Coreia do norte, os dois países também realizaram exercícios militares de simulação de guerra contra a RPDC, o que obrigou um contingente enorme do Exército Popular da Coreia a permanecer de guarda e em prontidão para uma nova guerra, fazendo com que fosse reduzido o contigente de soldados do EPC que se dedicaram em ajudar as vítimas em diversas regiões afetadas da RPDC. Diante de tais fatos, objetivos e que existem independente da vontade de quaisquer um de nós, deixamos o leitor tirar suas próprias conclusões sobre a agressão que se extende à RPDC na península coreana. Muito longe de ser o norte o "provocador" ou "ameaçador", os fatos mostram que tais alcunhas cabem precisamente aos imperialistas norte-americanos e seus vassalos da Coreia do sul;

2) Os Estados Unidos são o país mais nuclearizado, ameaçador e agressivo de todo o mundo. De acordo com dados disponibilizados por fontes do próprio governo norte-americano no ano de 2011, os gastos militares dos USA são nada menos que... 850 bilhões de dólares - 48% dos gastos mundiais com armamentos são dos Estados Unidos. Enquanto que os gastos com setores que realmente interessam aos setores populares dos Estados Unidos, como educação, saúde, transporte, saneamento, desenvolvimento econômico, etc. etc., só recebem cortes, os gastos com armamentos só aumentam. Foram os USA o único país do mundo a usar mão da bomba atômico contra outro povo, e que ameaçou lançá-la contra vários outros países, como Coreia do norte, China, Mongólia e União Soviética. Além disso, são os USA os maiores exportadores de fuzis leves do mundo. São os detentores das maiores ogivas nucleares do mundo. Como podemos ver, a economia norte-americana é imperialista e militarizada - depende das guerras, do massacre e da sangria de outros povos para seguir se desenvolvendo. Desde o início do novo milênio, os Estados Unidos já provocaram três novas guerras - no Afeganistão, no Iraque, na Líbia e, atualmente, tenta mover sua máquina de guerra e mercenários para iniciar uma nova agressão contra a Síria e o Irã. Eis o quadro do país que se autodenomina a "terra das oportunidades", "bastião da democracia e da liberdade", que "leva a democracia para o mundo". A Coreia do Sul, da mesma maneira, possui em seu território mais de mil armas nucleares, introduzidas pelos Estados Unidos em suas bases militares no início dos anos 70. Possui um contigente de mais de 700 mil gendarmes, soldados, policiais e mercenários, prontos para agredir a Coreia socialista e massacrar o movimento popular, patriótico e revolucionário sul-coreano, junto com 40 mil soldados norte-americanos ocupantes do território da Coreia do Sul. Durante o início dos anos 70, a Coreia do Sul mobilizou quase 100 mil soldados para incinerarem crianças, mulheres e jovens, ao lado de seus mestres norte-americanos, na Guerra imperialista do Vietnã. De maneira ainda mais submissa e servil, podemos citar o caso deplorável de que é a Coreia do sul o único país do mundo que, para ter seu território ocupado por forças estrangeiras, paga bilhões de dólares anualmente ao país ocupante. Quem, de fato, é a ameaça na península coreana?;

3) No outro extremo, a Coreia Popular, país tido como "hermético", "estranho", que "só faz armas" e que "ameaça o mundo", possui um gasto anual de 5 bilhões de dólares com defesa - somente 16% do orçamento estatal. Isso, claro, para um país que está em pé de guerra com a maior potência do mundo. Não duvidamos que existam países no mundo que, ainda que em períodos de paz, gastem muito mais do que a RPDC em defesa e demais setores militares;

4) Portanto, diante de tais fatos, públicos e irrefutáveis, chegamos somente a três conclusões: (I) Todas as "provocações" vociferadas por Pak Geun-Hye, que supostamente partiriam da RPDC, partem na verdade dos USA e seus vassalos sul-coreanos; (II) Qualquer pessoa que compartilha o mesmo ponto de vista de Pak Geun-Hye, de se utilizar a "mão de ferro" contra um país soberano como a Coreia socialista, é partidário voraz das guerras imperialistas e de todas as suas consequências; (III) A RPD da Coreia possui direito sagrado e inalienável ao desenvolvimento de seu programa nuclear com fins de autodefesa. Dessa maneira, os povos do mundo possuirão total segurança de que não será a Coreia socialista a nova Líbia de nosso milênio.

Manifestamos nossa solidariedade incondicional à Coreia Popular em seu desenvolvimento nuclear e em sua guerra de morte contra o imperialismo. Repudiamos totalmente as declarações mentirosas de Pak Geun-Hye e seus lacaios fascistas do "Partido Saenury".

Viva ao desenvolvimento independente do povo coreano!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Coreanos de luto pela morte de Stalin, em 1953



Neste próximo 5 de Março, os povos revolucionários do mundo lembrarão em luto os 60 anos do falecimento de Stálin, grande líder do proletariado internacional, da Revolução Socialista de Outubro, do Partido Comunista e dos povos da União Soviética. Em coerência com a ideia da página Solidariedade à Coreia Popular de se publicar anedotas, crônicas e artigos sobre a Guerra de Libertação da Pátria e a fundação da República democrática e popular, compartilhamos com os leitores um vídeo de luto do povo coreano pela morte do líder soviético. Stalin faleceu em 1953, em meio aos ardorosos acontecimentos da Guerra da Coreia. Mesmo ocupados com os combates de morte contra o imperialismo norte-americano e seus exércitos fantoches, os soldados do Exército Popular da Coreia e o povo coreano prestam seus respeitos a Stalin, grande amigo do povo coreano.

Aviso

Caros companheiros, amigos e leitores: Neste ano de 2013, serão comemoradas duas datas extremamente importantes para o povo coreano: Os 65 anos da fundação da República Popular e Democrática (em 9 de setembro) e os 60 anos do fim da Guerra de Libertação da Pátria (em 27 de Julho). Por ocasião desses acontecimentos, seguiremos, ao longo deste ano, publicando textos, crônicas e anedotas para uma compreensão mais profunda, por parte de nossos leitores, sobre tais datas tão importantes para a Revolução coreana e os povos do mundo.


Da redação

CEIJ - Brasil realiza reunião para marcar o aniversário de Kim Jong Il

Kim Jong Il, no VI Congresso do Partido do Trabalho, em 1982

O Centro de Estudos da Ideia Juche - Brasil realizou, nesta última quarta-feira, uma reunião interna para marcar o aniversário de 71 anos do dirigente Kim Jong Il. Na ocasião, o artigo "Sobre algumas questões para o entendimento da Filosofia Juche", escrito pelo dirigente comunista em abril de 1974, foi lido e discutido.

Em tal escrito, o dirigente Kim Jong Il rechaça várias tendências erradas, que apareciam entre os cientistas políticos e funcionários do Partido do Trabalho, em se interpretar a Ideia Juche como uma filosofia iluminista humano-cêntrica. Esclareceu que a Ideia Juche apresentou como questão fundamental da filosofia a relação entre o homem e o mundo, de que é o homem o dominador e transformador do mundo - e que o fato de o homem ser o dominador e transformador do mundo, de utilizá-lo a seu favor, não significa que todas as mudanças no mundo são causadas pelo homem.

A  Ideia Juche, como qualquer teoria revolucionária científica, não surgiu de pronto, e é a síntese da prática concreta do povo coreano em luta por sua revolução. Foi se desenvolvendo e enriquecendo à medida que a necessidade de se rechaçar o dogmatismo, o seguidismo às grandes potências e o revisionismo foram sendo postas cada vez mais na ordem do dia.

Na reunião, vários comentários foram feitos para se esclarecer melhor a compreensão sobre a Ideia Juche.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A Arte Musical na Coreia do Norte - PARTE I






Por André Ortega 
“Onde há vida há música, e vice-versa. A música é a arte mais intimamente vinculada a vida humana; desperta no homem ardente entusiasmo pela vida, aprofunda seus sentimentos, aumenta seu ardor e infunde-lhe otimismo e esperança no amanhã.”

KIM, Jong Il. “Arte Musical” , 17 de julho de 1991. Kim Jong Il – OBRAS ESCOGIDAS,Tomo XI Ediciones en Lenguas Estranjeras, Pyongyang , Coreia, 2006. Pg. 374

A Coreia do Norte, República Popular Democrática da Coreia (RPDC), é um mistério para a maioria das pessoas. Tudo para esdrúxulo, desde o sistema político até a cultura, sem esquecer das pessoas (esse povo estranho!), claro. A grande mídia, no geral, não colabora para desvendar a nuvem de fumaça acusando esse país de ser “fechado”  e ao mesmo tempo repete as acusações dos inimigos da RPDC. Se em relação ao geral é assim, o que dizer da música então? Ritmos provenientes da música pop norte-americana (e mais recentemente sul-coreana) são muito familiares para as pessoas, porém não é raro (se há contato) estranharem a música norte-coreana (o que é natural). Muitos reduzem a mesma a alcunha de “música totalitária” ou pensam que ela se resume a marchas militares.

Fato é que, apesar das barreiras, muita gente tem se interessado pela música norte-coreana em específico e pela RPDC no geral. Nessa série de artigos buscarei satisfazer a curiosidade de muitos, falarei sobre o conceito da música coreana, sobre seu desenvolvimento, sua produção e sobre minha “experiência pessoal” (opinião) com a mesma. Eu, que já estive duas vezes na RPDC (durante dez dias, nas duas vezes), tive bastante contato com a música coreana, além de ter acesso a uma ampla literatura a respeito e material musical propriamente dito.  A principal obra de referência utilizada, pelo menos a princípio, será  “Arte Musical”, de Kim Jong Il, publicada em 17 de julho de 1991 e presente no Tomo 11 das Obras Escolhidas de Kim Jong Il (versão em espanhol, Ediciones en Lenguas Estranjeras, Pyongyang , Coreia, 2006). A obra é bem sintética e é razoável considerar a posição de Kim Jong Il dado sua liderança espiritual e presença na direção do Partido do Trabalho da Coreia,  cujo papel em relação a música será esclarecido através da série.

Falar da música norte-coreana, além de ter um valor artístico, tem antes de tudo um significado político, sendo uma via para se conhecer melhor o regime coreano. Esta série servirá tanto aos interessados na arte musical quanto aqueles interessados em política e no regime coreano.

PARTE I – O QUE É A MÚSICA?
Para falarmos da música coreana devemos começar com as definições. O que é a música? Para que ela serve, qual sua missão, seu caráter, seus fins? É preciso antes de tudo assimilar a concepção musical norte-coreana.

“Para impulsionar atividades criadoras, o homem necessita, por natureza, capacidade ideológica e espiritual e um fator que o satisfaça no plano estético e emotivo. A arte é um poderoso meio para cobrir esta necessidade. (...)A música é um gênero artístico que manifesta as ideias e os sentimentos de maneira a exteriorizar, por um impulso interior, o que se sente. A arte e a literatura expressam as ideias  e os sentimentos do homem. No entanto, a música em características peculiares que a diferencia no modo da representação.  É uma arte especial que com sons musicais expressa os sentimentos e emoções que o ser humano experimenta. Principalmente, mostra as experiências emotivas que adquire na realidade, os sentimentos estéticos que se originam dos impactos psicológicos.  Mesmo que não se possa explicar diretamente em detalhe como a literatura o que quer expressar, nem reproduzir como a pintura a realidade que se estende ante a vista, manifesta o mundo psicológico e emotivo do homem de um modo mais refinado e profundo que qualquer outra arte.” (IBID. pg. 376-77)

Kim Jong Il, como bom marxista, enfatiza a natureza social da arte. A música deve ser, então, fiel ao que seriam as exigências de sua época, sendo esse processo de reflexão da realidade social seu conteúdo principal. Explica:
“O homem, em virtude seu atributo de independência, adota um critério e uma atitude sobre a situação real em que se encontra, manifestando contento ou descontento. “ (IBID. pg. 376)

Creio que não é razoável reduzir a criatividade humana, a potência de um cérebro individual, à condições históricas, a regimes sociais e relações de produção. Porém é forçoso admitir que, sendo a realidade na qual o homem está inserido, esses fatores interferem consideravelmente em sua concepção de mundo e no processo criativo. De qualquer forma, essa é a premissa principal da música norte-coreana.

Sendo assim, existe uma música adequada para cada época. E a época atual na Coreia, de construção do socialismo, é a “época do Juche”. Resumidamente, a Ideia Juche diz que o homem é um ser social dotado de criatividade e independência, “dono de tudo e decide tudo”, existindo uma “independência em si” (o homem enquanto ser consciente, por si só) e a “independência para si”(a luta política pela emancipação). Politicamente, por “homem” entende-se massas populares, e o socialismo jucheano (que é, sim, de matriz marxista) se resumiria na fórmula “as massas populares são donas de tudo e decidem tudo”.  Juche significa "independência".

Se a época é jucheana a música deve ser, portanto,  jucheana.  Essa idéia de “dever ser” é o principal para compreender a música norte-coreana, por isso eu dividi as principais características da música jucheana em diferentes tópicos que serão tratados individualmente nos próximos artigos. Poderei abordar cada uma das características mais profundamente e não estender demasiado em um único texto.  No próximo artigo será abordado o conteúdo político da “música jucheana” e as questões polêmicas em torno disso (totalitarismo, ditadura, liberdade de criação, etc). Dúvidas e sugestões a respeito serão bem vindas.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Liberdade para Ro Su Hui!





Más notícias da Coreia do sul. Ro Su Hui, vice-presidente da Aliança Pan-Nacional pela Reunificação da Coreia na parte sul, Ponminryon, foi sentenciado a quatro anos de prisão por ter visitado a Coreia do norte, e mais quatro por uma série de motivos, como a violação da Lei de Segurança Nacional e da Lei Anticomunista. Ro Su Hui é um patriota de longa data e combatente pela reunificação coreana, que foi muito bem recebido por seus compatriotas durante a visita ao norte. Ao ser recebido no sul, sobraram para ele somente pontapés e choques.

Ro Su Hui foi detido em julho do ano passado pelos "crimes" de violação da "Lei de Segurança Nacional" e por visitar a RPDC. Só agora ele foi julgado e irá passar oito anos preso por tentar promover as relações intercoreanas. Só quero ver agora o Arnaldo Jabor ou qualquer outro grande meio de comunicação comentando, com direito a matéria no Fantástico e tudo.

Tudo isso ocorre numa época de intensa campanha de difamação contra a RPDC. Enquanto a imprensa silencia sobre a repressão fascista na Coreia do sul, pedimos encarecidamente a todos nossos leitores que divulguem tal descompasso.

Para os que não conhecem sobre o caso da prisão de Ro Su Hui, deem uma olhada no link abaixo.

http://solidariedadecoreiapopular.blogspot.com.br/2012/07/estado-fascista-e-colonial-sul-coreano.html

A Campanha Midiática Contra a Coreia do Norte Prossegue








Por Ícaro Leal Alves

A campanha da imprensa contra a Coreia do Norte (República Popular Democrática da Coreia) continua. Vejam essa reportagem de O Estadão:

“Novas fotos do ditador norte-coreano Kim Jong-un durante uma reunião de trabalho chamaram atenção por uma ‘raridade’ no país: um smartphone. O telefone usado por Kim seria um modelo fabricado em Taiwan. No começo do ano, o líder deu ordens para que os norte-coreanos que forem flagrados com telefones contrabandeados de outros países sejam fuzilados.” (ESTADÃO, 07/02/2013 - http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,kim-jong-un-aparece-com-um-smartphone-,993984,0.htm)

Acontece que em outra reportagem mais antiga de outro órgão jornalístico podemos encontra a seguinte informação; “A Coreia do Norte conta com mais de 1,5 milhões de utilizadores de telemóveis, número que traduz um crescimento superior a 50 % face aos 950 mil registados no final do ano passado, informou hoje o diário sul-coreano Chosun Ilbo.” (EXPRESSO, 21/11/2012 - http://expresso.sapo.pt/utilizadores-de-telemoveis-na-coreia-do-norte-aumentam-mais-de-50--num-ano=f768482)

O mais interessante. Ficamos sabendo na mesma reportagem que “Em virtude de um acordo com o governo da Coreia do Norte, a Orascom [grupo egípcio de telecomunicações] presta serviços de telecomunicações móveis com serviços 3G desde 2008 através da empresa conjunta Koryolink.” (EXPRESSO, 21/11/2012 - http://expresso.sapo.pt/utilizadores-de-telemoveis-na-coreia-do-norte-aumentam-mais-de-50--num-ano=f768482)

Ou seja, na Coreia do Norte não só não é proibido o uso de telefones moveis estrangeiros como o grupo responsável pela distribuição de telefones naquele país é também estrangeiro.

O site de Noticias terra, que também noticiou o fato – e também apresentou uma serie de especulações contra o governo norte-coreano –, não fez qualquer menção a ameaças de fuzilamentos, como também informou que a empresa taiwanesa que produz os smartphones não quis identificar o aparelho, sendo a “confirmação” da marca do produto especulação do governo de Seul. (Tecnologia.Terra, 5/02/2013 - http://tecnologia.terra.com.br/kim-jong-un-e-o-misterioso-smartphone,b797b1fb8cd9c310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html)

Um órgão de imprensa português, que recentemente noticiou falácias sobre o canibalismo generalizado devido à fome na Coreia do Norte, O Diário de Notícias, conseguiu ser mais objetivo que o Estadão, noticiando simplesmente; “A imprensa sul-coreana especula sobre qual seria a marca do aparelho, pois alguns dos possíveis fabricantes são empresas de países sem relações com Pyongyang. Para alguns meios de comunicação trata-se de um Samsung, outros dizem ser um HTC (de Taiwan) e para outros seria um iPhone da norte-americana Apple.” (Diário de Notícias, 05/02/2013 - http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3035352&seccao=%C1sia)

Na mesma reportagem de O DN, encontramos uma informação que arranca algumas gargalhadas. A saber, “Os serviços secretos da Coreia do Sul também concluíram que seria mais provável ser da marca taiwanesa”. É possível um maior atestado da falta de argumentos dos governantes do sul do que a necessidade de seus serviços secretos investigarem a marca do aparelho telefônico do líder do governo do norte?

Logo em seguida o mesmo site reiterou a informação já mencionada. “A HTC, por sua vez, recusou-se a confirmar que seria um dos seus aparelhos”.

Coreia Popular afirma direito a autodefesa com dissuasão nuclear

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) tornou pública, na noite desta terça-feira (12), uma declaração explicativa sobre o teste nuclear realizado pelo país e divulgada nesta segunda-feira (11), o que causou inquietude por parte da comunidade internacional. 

"O terceiro teste nuclear subterrâneo da RPDC é uma medida de autodefesa frente ao ato hostil dos EUA contra si. O lançamento bem-sucedido de dezembro do ano passado da unidade Nº 2 de satélite "Kwangmyongsong-3" foi inteiramente um esforço pacífico realizado segundo o plano de desenvolvimento da ciência e da tecnologia para a construção da economia e a melhoria da vida do povo.

Todo o mundo, inclusive os países inimigos, reconheceu a entrada do satélite de uso prático da RPDC em órbita prevista e ficou admirado ante ao desenvolvimento da sua tecnologia espacial. Entretanto, os Estados Unidos voltaram a instigar e aprovar a nova “resolução de sanção” do Conselho de Segurança da ONU questionando o lançamento do satélite da RPDC, qualificada de violação das “resoluções” do Conselho de Segurança.

A violação do direito a lançar satélites é precisamente o dano à soberania da RPDC, razão pela qual nunca se tolerará tal ato hostil. Em realidade, não era imprescindível fazer o teste nuclear, e nem tínhamos tal plano. Nosso poder nuclear dissuasivo é capaz de aniquilar de uma só vez os ninhos principais de agressão, golpeando-os com precisão onde quer que estejam nesta Terra.

Foi nossa meta concentrar nossas forças na construção econômica e na melhora da condição de vida da população apoiando-nos no poder nuclear dissuasor e de autodefesa, preparado pelos generalíssimos por toda a vida. Quando os EUA instigaram a aprovação, em abril passado, da “declaração presidencial” que questiona o lançamento de satélites com fins pacíficos da RPDC, e abusando do Conselho de Segurança da ONU, a RPDC mostrou seu autocontrole.

Mas o império infringiu flagrantemente, outra vez, nosso direito de lançar o satélite, e levou à prática, antes de qualquer outro país, a “resolução de sanção” do Conselho de Segurança, ao invés de se retratar; a recrudescente hostilidade nos obriga a deixar de manter a paciência.

O objetivo principal do atual teste nuclear é demonstrar a indignação do nosso exército e povo ante o ato hostil criminoso dos EUA, a vontade e a capacidade da Coreia de Songun de defender a todo custo a soberania do país.

Nosso teste nuclear é uma medida justa de autodefesa que não contravém qualquer lei internacional. Já faz muito tempo que o império colocou a RPDC na lista de alvos de golpes nucleares preventivos; enfrentar, através do poder nuclear dissuasivo, a essa recrudescente ameaça nuclear dos EUA é uma medida de autodefesa absolutamente justa.

A fim de salvaguardar o máximo interesse do país, a RPDC retirou-se do Tratado de Não Proliferação (TNP) seguindo o processo legítimo, e optou pela via de dispor-se do poder nuclear dissuasor para autodefesa. Na história de mais de 60 anos da ONU, se realizaram na Terra mais de 2 mil testes nucleares e mais de 9 mil lançamentos de satélites, mas não houve qualquer resolução do Conselho de Segurança que proibisse fazê-los.

O império, que realizou o maior número de testes nucleares e lançamentos de satélites, instigou a aprovação da “resolução” do CS que não permite fazê-los só à RPDC, o que advém da violação dos direitos internacionais e do clímax da pauta de dois pesos e duas medidas. 

Se o Conselho de Segurança da ONU tivesse agido com a mínima equidade, não teria questionado o exercício da autodefesa e as atividades da ciência e tecnologia com fins pacíficos de um país soberano sem a política de golpe nuclear preventivo dos EUA, que ameaça a paz e a segurança internacionais. 

O presente teste nuclear advém da primeira contramedida tomada pela RPDC, que se mantém no máximo controle de si mesma. Se os Estados Unidos criam uma situação complicada e tomam até o fim medidas hostis contra a RPDC, esta não poderá fazer menos que tomar sucessivamente a segunda e a terceira contramedidas. 

Os registros dos navios de guerra e o bloqueio marítimo de que falam tanto as forças hostis serão consideradas ações de guerra e provocarão um golpe de represália impiedoso por parte da RPDC aos ninhos principais. Os Estados Unidos devem optar por um dos dilemas: respeitar o direito ao lançamento de satélite da RPDC, para abrir a conjuntura de alívio e estabilidade; ou seguir tomando o atual caminho errôneo em direção à tensa situação, perseguindo até o fim a política hostil contra a RPDC.

Caso escolha o caminho de confrontação, o mundo verá corretamente como defenderão até o fim os uniformizados e os civis da RPDC a sua dignidade e soberania no combate de vida ou morte entre a justiça e a injustiça e com isso, acolherão com o triunfo final, o grande evento revolucionário da reunificação da pátria".

Com informações do Conselho da Embaixada da República Popular Democrática de Coreia no Brasil.

Tradução da Redação do Portal Vermelho.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Kim Jong Il, Líder do Povo



Se trata  Kim Jong Il, Diregente de la República Popular Democrática de Corea.  De sus calidades la principal fue, diríase, amar al pueblo.

Kim Jong Il consideró que la revolución es, en su objetivo, para el pueblo;
el ferviente apego a este es cuna del patriotismo y la revolución; y la revolución que le realiza la independencia al hombre es, de veras, el máximo amor que lo perfecciona.

Por ser así, practicó la política de virtudes nunca conocida en el mundo.
Puso en vuelo avión para salvar a unos obreros gravemente heridos y cuando se iba a construir una central eléctrica de trascendencia, se interesó más por el alojamiento de los habitantes de la zona que sería anegada que por la presa, haciendo construirles buenas viviendas.

A finales del siglo pasado cuando la ofensiva de Estados Unidos contra Corea para estrangularla llegó al clímax, fomentó más Songun, lo cual fue también para defender el socialismo a favor del pueblo y su seguridad y máximo interés.

Su concepto de la vida fue servir al pueblo y abnegarse para este mismo. La norma y el punto de partida de todos sus pensamientos y prácticas los constituyeron las exigencias e interés del pueblo y hacerlos realidad, la tarea de suma importancia, inalienable en ningun caso.

Para Kim Jong Il la mayor alegría fue ver al pueblo feliz y la penalidad, verlo desdichado.

Por eso no escatimó nada para la felicidad del pueblo.

Hizo cubrir el piso de la Maternidad de Pyongyang con más de 100 toneladas de piedras preciosas y de colores y también el del Restaurante Okryu, centro gastronómico público, con casi tanta cantidad de los mismos materiales.

Con el fin de abastecer a los ciudadanos de mayor cantidad de frutas deliciosas, logró preparar en varios lugares granjas de frutas con plantaciones de cientos de hectáreas o de más de mil, así como piscifactorías de esturiones, truchas y anguilas.

Fue él quien para recuperarle a una mujer con quemadura en la cara la apariencia   original, hizo desembolsar gran cantidad de fondos para enviarlas al extranjero y      someterla al tratamiento.

También en su visita al extranjero siempre pensó en su pueblo.

En las unidades afines con la vida poblacional en donde estaba, se conoció con lujo de detalles de los procesos de producción, la calidad, y el embalaje de los productos y su venta, no dejando de reflexionar para darle lo mejor a sus compatriotas, cuya prueba es la cerveza Taedonggang renombrada no solo en Corea sino también a escala mundial.

Un representante plenipotenciario del presidente ruso que había acompañado a  Kim Jong Il que visitaba a su país escribió en su obra: “El Presidente del Comité de Defensa Nacional Kim Jong Il es Dirigente que medita y consagra lo todo solo para la felicidad de sus ciudadanos”, lo cual no fue casual.

La interminable visita de trabajo de Kim Jong Il fue otra muestra de lo fervoroso que fue su amor al pueblo.

El hizo a todo trance cualquier cosa, por muy duro y dificil que sea, si esto fuera   para la felicidad del pueblo.

Cierta vez dijera que tenía tan apego al tren como a su casa y acostarse en la cama cómoda le quitaba sueño.

Su apretado viaje en tren supera de lo que se imagina. Solo el año 2009 cubrió con  el viaje en tren más de 26 000  kilómetros  de  distancia,  realizando la visita  de trabajo a más de 200 unidades, una de las cuales es la Central Hidroeléctrica de  Hichon situada en la zona montañosa septentrional.

Escogió el solar de esta e indicó concretas vías para acelerar la construcción,  logrando terminar la obra que requería 10 años en los tres.
Su visita de trabajo estaba impregnada del amor al pueblo.

En aquella visita siempre recorrió por casas de los habitantes, donde se informó de la vida y se fotografió con ellos.

Cuando fue a ver a los que se mudaron a las viviendas nuevas se llevó como costumbre la cerilla, los felicitó y discutió sobre el porvenir de sus descendientes.

Durante su visita de trabajo a las empresas y otras unidades advirtió a sus directivos que hagan más trabajos para el pueblo y si ve mercancías nuevas que tenían buena reputación, se alegró más que nadie y les puso nombres.

Fue demasiado natural que el pueblo coreano lo calificó de su padre y siguió. El amó su pueblo intensamente y con él compartió las alegrías y las penas.

Entregado de lleno a la edificación de un Estado poderoso y próspero y el mejoramiento de la vida poblacional, continuó, sin descanso ni tregua, la marcha forzada realizando super intensos viajes de orientación, hasta que falleció el día 17 de diciembre del año pasado, 2011 en un tren en cumplimiento de su deber, a causa del acumulado agotamiento físico y mental.

El pueblo coreano dispuesta a enaltecer eternamente al gran Dirigente Kim Jong Il y bajo la dirección del máximo Dirigente Kim Jong Un ser fiel a su ideología y causa por los siglos de los siglos.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Chilenos realizam manifestação em apoio à RPDC

Membros do Partido Comunista Chileno - Acción Proletária realizaram no último dia 1 uma grande manifestação em solidariedade à RPDC contra os ataques do imperialismo e do regime sul-coreano. Compartilhamos as notas escritas pela secretaria de comunicação do PC(AP).

Manifestação em Santiago do Chile

No 1 de fevereiro do ano de 2013, foi realizada uma histórica manifestação de apoio à República Democrática da Coreia (RPDC) e contra as ações intervencionistas do imperialismo ianque e dos títeres da Coreia do Sul.

Sem dúvidas, o caráter histórico da manifestação reside no fato de ser a primeira a ser realizada no Chile desde de 1973 de apoio à RPDC. Ao Partido Comunista Chileno - Ação Proletária, coube a honra de ser o realizador da manifestação de 1 de fevereiro, o que nos enche de orgulho, de sentimento internacionalista e solidário.

A marcha, que foi realizada pelo centro de Santiago, foi encabeçada pela bandeira nacional da RPDC e por uma grande faixa de máximas contra o imperialismo. Foram feitas mais de três mil declarações, foram lidos vários conteúdos em vários momentos, e o camarada Eduardo Artés interviu, logrando aplausos e apoio dos capitalinos.

RPDC: Bastião da dignidade, da soberania e da liberdade dos povos.

O Conselho de Segurança da ONU, atuando segundo ordens do imperialismo ianque, tenta proibir o direito sagrado da RPDC ao desenvolvimento independente e soberano de seu potencial técnico-científico nas áreas espacial e de energia atômica. O povo da RPDC tem toda a razão, ao dizer que o Conselho de Segurança da ONU é "uma marionete e organização internacional fantoche a serviço dos EUA", qualificação esta corajosa e justa por parte dos coreanos, e que mostra o compromisso que os mesmos possuem com a defesa de sua soberania nacional, e de não tolerar quaisquer interferências em seus assuntos internos.

Não temos dúvidas de que a ONU aplica uma política hipócrita, que não fala nada diante das explícitas e permanentes violações às próprias resoluções da mesma organização por parte do Estado sionista de Israel, que conta com um arsenal nuclear, com mísseis de longo alcance e armas de destruição em massa.

A RPDC sofre discriminações e "sanções" econômicas por parte dos imperialistas e do regime títere da Creia do Sul. Sem embargo, nada disso intimidou e nem freou seu desenvolvimento para uma vida próspera, digna e soberana, dirigida pelo Partido do Trabalho da Coreia chefeado pelo camarada Kim Jong Un.

É necessário denunciar o regime títere de Seul como ele de fato o é, como um regime que submete seu povo à repressão e à superexploração, que derrama o sangue diante do descontentamento de trabalhadores e estudantes que exigem melhores condições de vida, assim como o movimento que clama pela reunificação com a RPDC. Devemos rechaçar a desinformação criada e estimulada pelos grandes meios informativos controlados pelos reacionários e imperialistas.

É de grande urgência que desmascaremos no Chile a atitude servil ao imperialismo ianque, que parte desde a UDI até o falso partido "comunista" dirigido por Guillermo Teillier, passando pelo PS, DC, RN PR, etc., que se unem às ordens dos EUA para atacar a RPDC.

Solidarizando-nos com a valente RPDC, com sua direção política, estamos levando adiante o combate pela soberania e pela liberdade de nosso país e dos povos do mundo. Chamamos a todos aqueles que se assumem pelo antiimperialismo, pela soberania nacional e pelo revolução social, pelo autêntico socialismo, que levantem suas vozes, que denunciem os crimes anti-RPDC do imperialismo ianque, e que se mantenham sempre vigilantes, de não permitirem mais nenhum agressão contra o povo da Coreia e contra os povos do mundo.