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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Satélite da RPD da Coreia não é controlado a partir da Terra




O satélite norte-coreano lançado na quarta-feira passada, ao que parece, não é controlado a partir da Terra, informou o comando das Forças Armadas dos EUA.

Os serviços americanos não conseguiram detectar qualquer troca de informação entre o satélite e a Terra. Para tentar desmerecer o sucesso do lançamento coreano, o representante do comando evitou até designar o aparelho por "satélite", preferindo a palavra "objeto". Os militares norte-americanos são mestres em fazer papel ridículo quando derrotados.

Por enquanto, os militares norte-americanos tentam descobrir qual seria tecnologia utilizada pela República Popular e Democrática da Coreia para comandar o satélite Kwangmyŏngsŏng-3, lançado como parte das homenagens ao centenário do líder e fundador da RPD Coreia, Kim Il Sung. Os norte-americanos temem que essa nova tecnologia não detectada pela Nasa, desconhecida para os ocidentais, possa alimentar futuros armamentos, capazes de por fim às ameaças atômicas que os EUA e o Japão fazem à RPD Coreia há décadas.


RPD da Coreia irrompe no clube espacial


O lançamento do foguete norte-coreano Unha-3, efetuado a 12 de dezembro, se tornou a notícia número um. Para o segundo plano passou até a informação de os EUA terem enviado pela terceira vez o veículo não tripulado experimental X-37B (no âmbito da missão OTV-3, sigla inglesa, o que significa Orbital Test Vehicle, ou seja, engenho orbital experimental).

O dirigente Kim Jong Un recebeu milhares de manifestações de apreço de movimentos revolucionários e democráticos de diversos países, parabenizando o país socialista por esta grande vitória tecnológica.

Deixado de lado motivações políticas e econômicas, constate-se que o lançamento de um satélite assinala um grande sucesso para qualquer país. No entanto, o satélite Kwangmyŏngsŏng-3, lançado em 12 de dezembro, já se tornou o terceiro da série. Desta feita, o comando das tropas espaciais dos EUA (NORAD) confirmou o fato de lançamento. A altura da órbita em que se encontra o engenho constitui 500-580 km e o período de rotação - 95,5 minutos. A missão do Kwangmyŏngsŏng-3 é desempenhar as funções de satélite responsável pela sondagem da Terra à distância, para monitorar o tempo para estações climáticas, aperfeiçoar telecomunicações etc.

A reação do governo Obama ao evento tem variado desde a condenação rígida da RPD Coreia pela violência da Resolução do CS da ONU até as avaliações mais ponderadas e menos negativas. Segundo estas últimas, o lançamento significa que o país é um dos mais evoluídos do mundo em tecnologia espacial, e que não aceita o papel de coadjuvante na corrida espacial em vigor.

Existe mais um aspecto psicológico. Há 50 anos, o primeiro satélite artificial da Terra não foi lançado pelo país indicado - os EUA. Foi a URSS que o fez, sendo na altura, no parecer de muitos, um país considerado pela mídia ocidental como atrasado em termos econômicos e tecnológicos. Alguma coisa semelhante está acontecendo agora na Península da Coreia. Apesar da propaganda negativa ocidental, a RPD Coreia dá passos importantes rumo ao domínio das tecnologias espaciais e nucleares, algo até então um privilégio exclusivo das grandes potências.

O lançamento pode ser equiparado à implementação de um programa espacial de longo prazo. O Ministério de Relações Exteriores da Coreia democrática anunciou a intenção de prosseguir o programa de utilização pacífica do espaço cósmico, prevendo novas missões do gênero.

3 comentários:

  1. É meus compas, esse mapa vai ter que ser atualizado: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Quantidade_de_sat%C3%A9lites_por_pa%C3%ADs.svg

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  2. Agrade-me que não se confunda progresso tecnológico com politicas sociais. Agora, achar que o "objecto" satélite não tem comando terrestre ou acreditar nisso é patético. Trata-se de intoxicação informativa estratégica. Se de facto fosse verdade que os USA desconhecessem a forma de comando e controlo do "Kwangmyŏngsŏng-3" essa informação não passava cá para fora. Lembro um facto; quando questionado sobre porquê de não se avisar a população dos programas de bombardeio nazi, Winston Churchill responde, "assim eles saberiam rapidamente que interceptamos e descodificamos as suas mensagens militares" e a organização aliada perdia um trunfo. O mundo é o verdadeiro logro, a mentira tem muitas pernas e se chegar à verdade realista já ninguém dela quer saber. Por natureza o humano é fantasista e sonhador, por natureza o homem tem a necessidade de convencer-se de si próprio. Cumprimentos.

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  3. É uma notícia alviçareira saber que A RPDC lançou com êxito o satélite Kwangmyogsong-3. Até certo ponto parece um paradoxo um país acusado pelo Ocidente de estar à beira da derrota completa, com o povo faminto, poder lançar com êxito um satélite e dar início à construção de bombas atômicas. Compreendo que poderíamos citar a URSS como caso análogo na década de 50 do século passado. Entretanto, a analogia não é muito boa. Pois, apesar de tudo, a URSS já poderia ser considerado um país relativamente poderoso, além de ser um imenso país, que havia derrotado a máquina de guerra dos nazistas. A Coreia do Norte é um país pequeno, aparentemente com poucos recursos. Não resta dúvida que o lançamento do satélite, além das bombas atômicas, mostra que se trata de um país que impressiona o mundo. Os imperialistas devem ficar mais receosos e dissuadidos a empreender qualquer aventura agressiva contra a Coreia Popular. Isso é bom para a causa da paz mundial, é bom para o povo coreano. Como cidadão amante da paz e do socialismo, fico muito emocionado com os êxitos técnico-científicos da RPDC.
    José Lourenço Cindra

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